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Modelos mentais e a importância de desaprender

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 22 de fev. de 2021
  • 1 min de leitura

Modelos mentais são as regras gerais com base nas quais interpretamos toda a realidade à nossa volta e dentro da gente. São pressupostos inicialmente herdados culturalmente, que ao longo das nossas vivências vão se consolidando e sendo apropriados como verdadeiramente nossos.

Justamente por serem inicialmente herdados, a maior parte dos modelos mentais que nos são sugeridos desde a infância não passam por nenhum tipo de senso crítico ou crivo de realidade. Simplesmente os absorvemos, passando a vida toda vivendo com base em premissas inquestionáveis sobre como as coisas devem ser.



É na adolescência que muitos destes valores começam a ser postos à prova: por uma questão biológica relacionada à sua estrutura cerebral e à quantidade de neurotransmissores liberados face a eventos emocionantes (os picos de dopamina são muito mais altos no adolescente do que no adulto, fazendo com que o risco se torne uma variável muito mais atraente e recompensante) os adolescentes naturalmente questionam o status quo, enlouquecendo os adultos à sua volta e trazendo novo olhar a questões antes ignoradas.



É nos modelos mentais que se fossiliza boa parte de nossas angústias. Pensar diferente é libertador, mas acaba nos mostrando que na maioria das vezes desaprender é muito mais difícil do que aprender. Desaprender envolver desconstruir conceitos, questionar realidades estabelecidas, por em cheque toda e qualquer verdade absoluta. E os resultados? São compensadores, pode ter certeza.

Mas cuidado! Por trás de cada grande certeza inabalável, há uma crença limitante te impedindo de ver as coisas sob outra ótica.

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