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Você tem medo da opinião alheia?

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 21 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

Quem não tem?


No post de hoje vamos entender um pouquinho mais sobre como esse medo funciona e porque é tão difícil se livrar dele.


Logo quando nascemos, leva um tempo até a gente entender que nossa mãe e nós somos seres distintos. Até então, a gente ouvia aquela voz há meses vinda de um local que parecia ser a gente mesmo. Partilhávamos alimentos e até mesmo emoções (sim, a bioquimica do bebê e da mãe se confundem durante a gestação!) e ouvíamos o batimento do coração dessa mãe bem de pertinho.


O nascimento é o primeiro trauma ao qual somos submetidos e é ele que pauta a relação que temos com a ansiedade ao longo de toda a nossa vida. Se quiser saber mais, pode procurar os artigos sobre esse tema aqui no blog!


Quando a gente nasce, demora para a gente entender o que está acontecendo e a sensação de fome que passamos a sentir quando é cortado o cordão umbilical pode ser desesperadora. Descobrir que dependemos de um peito para sanar esse desconforto é desconcertante e a partir daí o bebê cria várias paranóias sobre ser deixado com fome pelo peito. É nessa fase da vida que a gente consolida uma ideia de que dependemos do amor do outro para permanecermos vivos. Mas nessa fase a gente ainda não sabe falar, então todas essas ideias são gravadas de maneira não verbal em nosso inconsciente.


Observamos de longe essa mãe e além de demorarmos para entender que não somos uma só pessoa, também demoramos para entender que a mãe e o peito são uma coisa só. Realmente nascer é algo muito confuso para todos nós. Vemos o peito passar e nos indagamos "ué, porque será que ele visualizou e não respondeu". Sim! A dor que sentimentos quando vemos nossas mensagens sendo ignoradas não é muito diferente daquilo que absorvemos quando queríamos mamar e o peito não vinha.

Além disso, desde pequenos aprendemos a nos culpar por aquilo que sentimos como "amor não recebido", pois acreditar que esse amor não veio em decorrência de algo que fizemos nos dá uma certa sensação de controle sobre a situação. E o controle é reconfortante pois pode estar ligado a um sentimento de poder. Nos culpando, criamos uma imagem ruim de nós mesmos e passamos a temer que os outros vão pensar de nós o mesmo que NÓS PENSAMOS SOBRE A GENTE MESMO. E é aí que mora o perigo!


Para quebrar esse tipo de crença limitante e descontruir modelos mentais cunhados tão cedo em nossa vida, temos a psicanálise, que vai te olhar dentro da sua história, sem julgar, sem corrigir, apenas te ajudando ligar os pontos e trazendo luz para as trevas do seu inconsciente. Vem comigo!










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