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Depressão

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 6 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de out. de 2020

Sentir-se triste faz parte da vida. Se não conhecêssemos a tristeza, como saberíamos o que é alegria? Sentir-se triste todos os dias por mais de um ou 2 meses pode ser um caso de depressão. Não conseguir sair da cama, não ter vontade de fazer nada, achar a vida sem sentido, pensamentos suicidas, chorar sem saber o porquê, sentir um constante aperto no peito e angústia, insônia, irritabilidade, dores generalizadas pelo corpo ou dores que mudam de lugar, stress, alergias... existem muito mais sintomas ligados à depressão do que as listas que encontramos na internet.



Não faz muito tempo que a depressão começou a ser levada a sério enquanto doença real. Até o início dos anos 2000 havia muito preconceito com relação a todo e qualquer tipo de tratamento que pudesse ser associado à doença ou transtorno mental. Infelizmente, não foram poucas as vezes em que eu ouvi frases como “depressão é doença de rico”, algo que não tem sentido ou embasamento científico algum.


A depressão é o quadro clínico resultante de alteração ou alterações na produção e recaptação de neurotransmissores variados e o tratamento por meio de remédios acaba sendo administrado e ajustado com base em tentativa e erro: o psiquiatra calcula quais hormônios podem estar em falta a partir do quadro relatado pelo paciente e a partir daí parte-se para o uso de remédios, esperando-se ao mínimo duas semanas para saber se o remédio escolhido terá o efeito desejado. Em caso positivo, ainda pode-se levar mais de um mês até o ajuste da dosagem. Não são poucas as vezes em que o médico decide trocar o remédio na consulta de retorno.


Tratar a depressão apenas com antidepressivos é um erro por inúmeras razões, sendo a principal delas o fato de que os remédios atuam sobre os sintomas da doença e não sobre suas causas. Isto, a longo prazo, acabará fazendo com que a pessoa se torne dependente permanente de remédios que atuem sobre o sistema nervoso central. Tudo aquilo que não é utilizado pelo corpo atrofia ou é eliminado. Nossas funções cerebrais não são diferentes.


É comum a gente ouvir que “cérebro é músculo”, precisa exercitar. Na verdade, cérebro não é músculo, mas a gente precisa estimular o funcionamento adequado de suas estruturas e atuar sobre as causas da depressão por meio de terapias que promovam o raciocínio lógico e o pensamento crítico, fazendo-nos reagir ao mundo à nossa volta para que a gente possa realmente escolher seguir um caminho livre da depressão! A psicanálise ajuda você a decifrar as origens da depressão para que você não precise depender de remédios para o resto da vida. Lembre-se: depressão não tratada por mais de 10 anos contribui para a degeneração cerebral e favorece o aparecimento de Mal de Alzheimer e demência.

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