Adeus ano velho, feliz ano novo – Resoluções de início de ano
- Ana Carolina Ribeiro

- 28 de dez. de 2020
- 2 min de leitura
2020 foi sem dúvida o ano mais conturbado da história mundial: nenhuma pandemia havia atingido proporções tão avassaladoras anteriormente, principalmente ao considerarmos que o mundo também nunca havia sido tão populoso.

Sentimentos de insegurança, medo, raiva, revolta e tristeza permearam nosso imaginário trazendo fantasmas como a procrastinação, a frustração, a ansiedade e o sentimento de incapacidade concretizados em todos os planos que não seguimos, objetivos que não cumprimos e metas que não alcançamos.
E é aqui que entra nossa análise da situação em que vivemos: somos campeões em nos colocar um monte de objetivos inalcançáveis que facilmente nos conduzem rumo à frustração e rebaixamento da autoimagem e autoestima. A grande questão que devemos nos colocar é se nos frustramos por nossa incapacidade de colocar em prática nossos desejos com disciplina ou se na verdade o que nos frustra é não nos conhecermos de verdade, a ponto de traçarmos para nós objetivos que, não sendo verdadeiramente nossos, são imposições de um alguém que acreditamos que deveríamos querer tornar-nos.

A autossabotagem nem sempre mostra que puxamos nosso próprio tapete nos privando do prazer de realizarmos as coisas que queremos porque não nos sentimos merecedores. Autossabotagem às vezes mostra que a gente é capaz de ficar tentando se impor objetivos e decisões que na verdade não fazem sentido real para a pessoa que somos, pois pertencem à pessoa que a gente acha que deveria querer ser.
Se a gente não consegue algo, é porque outro algo dentro da gente acha que a gente
não deve. Por isso, é importante perguntar-se: do que você está fugindo? Qual é a ameaça? O que você quer evitar?
Este ano, ao traçar suas metas para o próximo, experimente se colocar objetivos realistas, com prazos realistas. Experimente ouvir seu coração e a pessoa que você realmente quer ser, e não a que a sociedade espera que você se torne!




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