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Você é mulher e não quer ter filhos?

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 6 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Essa é uma situação cada vez mais comum mas ainda muito pouco aceita socialmente. Um artigo publicado no periódico Crime Reads no dia 20 de setembro deste ano aborda justamente os motivos pelos quais as mulheres que não querem ter filhos têm suas imagens associadas ao papel de vilãs muitas vezes ultrassexualizadas no estereótipo da femme fatale, ou ainda retratadas como pessoas infelizes, irrealizadas e eternamente insatisfeitas por não terem conseguido "cumprir com sua obrigação de mulher".


O que precisa ser levado em consideração, e que à primeira vista pode parecer óbvio, mas não é, é que a sociedade mudou. E faz tempo! Você já reparou no aumento de casos de endometriose, doença infertilizante que acomete mulheres em idade fértil? No aspecto fisiológico, este problema está relacionado ao aumento das doenças inflamatórias, à piora da qualidade dos alimentos e da dieta em geral e da nossa saúde como um todo: vivemos uma vida cada vez mais acelerada, sem cuidado conosco, com consequências imprevisíveis para nossa saúde.



Do ponto de vista da psicanálise, a endometriose está ligada à nossa relação com o feminino: a relação com a mãe, a imagem que criamos na infância sobre o que e como é ser mulher. Muitas vezes (mas não todas) o desejo inconsciente de não se tornar mãe pode acarretar no desenvolvimento de problemas infertilidades, dos quais a endometriose é a mais comum. Sem passar pelo processo de análise, muitas melhores acabam acreditando que ser mãe é uma realização essencial, não diferente de ter sucesso na carreira e no casamento. Mas tudo isso é muito relativo.


Segundo o artigo da CrimeReads, os filmes mostram mulheres que não têm filhos como pessoas pouco generosas, que não têm preocupação com o outro e esse tipo de imagem repetida acaba se fixando em nossa mente. Somente um processo de psicanálise bem feito pode nos conduzir ao encontro de quem somos realmente, para que possamos realizar escolhas que realmente nos façam felizes e que não sejam fruto de condicionamentos sociais e familiares.


Segue o link para o artigo citado!

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