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Autoconhecimento

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 14 de out. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 24 de out. de 2020

A importância do autoconhecimento vem sendo historicamente ressaltada de maneira bastante precoce. Já na história da Grécia antiga, provocações como o enigma da esfinge ("decifra-me ou te devoro") e a inscrição no templo de Delfos ("oh homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao universo) já faziam alusão à importância de permitirmo-nos embrenhar-nos pelos labirintos do inconsciente não apenas para nos aproximarmos de nossa própria divindade interna, de nossos talentos e propósitos, mas também para não sermos devorados pelas partes submersas do iceberg que é o nosso psiquismo.



Inspirado na filosofia platônica, Foucault baseia sua Hermenêutica do Sujeito nos conceitos interligados chamados epimeleia heauteau e gnothi seauton (do grego, respectivamente autocuidado e autoconhecimento). A ideia é de que autoconhecimento e autocuidado andam de mãos dadas e que é impossível uma pessoa fazer as pazes consigo mesma sem antes se conhecer. 


Neste sentido, a psicanálise tem muito em comum com as terapias da medicina oriental. Focando em tratar as pessoas e não os problemas, o método psicanalítico tem visão integral do ser humano, partindo da premissa de que nada na mente é arbitrário ou indeterminado para que se possa partir à investigação das origens das manifestações de cada um de nós, sejam elas agradáveis ou desagradáveis. 


Considerada por Freud, seu criador, como a cura por meio da fala, a psicanálise é uma ferramenta de valor inestimável para a reconstrução profícua e intencional de nós mesmos. 

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