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A fuga é o instrumento mais seguro para se cair no que se quer evitar

  • Foto do escritor: Ana Carolina Ribeiro
    Ana Carolina Ribeiro
  • 21 de abr. de 2024
  • 1 min de leitura

Essa frase de Freud sobre a fuga combina muito bem com duas outras que figuram em suas obras completas, a de que nenhum ser humano é capaz de viver o tempo todo sem recorrer a mecanismos de fuga e a que diz que a voz do inconsciente é sútil mas não descansa até ser ouvida.


Na verdade, não há como fugir do nosso inconsciente pois por mais voltas que dermos sempre vamos acabar nos deparando com duas coisas onipresentes: nossos desejos e nossas fantasias.


A fantasia é uma construção que possibilita a realização do desejo em nosso imaginário. Já a instância que possibilita a realização do desejo se chama ideal de eu, e está diretamente ligada áquilo que chamamos de superego, supereu ou superconsciente.


Acreditar que estamos fugindo de algo nos leva exatamente ao encontro da tal coisa porque o inconsciente só conhece um único caminho: a pulsão que nos impele a realizar desejos inconscientes e muitas vezes proibidos antes mesmo que pudéssemos nos dar conta do que queríamos. Por medo da punição e por medo da perda do amor das pessoas que queremos, abrimos mão de nossa verdadeira essência e nos construímos cercados de mecanismos de defesa para nos proteger de quem somos. Mas por mais que tentemos fugir, não temos opção senão sucumbir ao inconsciente.

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